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Falhas na pulverização aumentam risco para abelhas

Entre as principais recomendações está realizar pulverizações no final da tarde

Falhas na pulverização aumentam risco para abelhas
Pixabay

Agrolink


A proteção das abelhas e de outros polinizadores depende de cuidados na Aplicação de defensivos agrícolas, capazes de reduzir a exposição desses insetos e os riscos de mortalidade. Segundo o engenheiro agrônomo Décio Luiz Gazzoni, membro da Academia Brasileira de Ciência Agronômica e do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), mais de 90% dos casos documentados de mortalidade de abelhas associados ao uso de pesticidas em lavouras de soja estão relacionados ao descumprimento das regras de aplicação.


Entre as principais recomendações está realizar pulverizações no final da tarde ou à noite, quando a atividade das abelhas é menor. Também é importante evitar aplicações durante a floração, período em que as culturas apresentam maior atratividade para os polinizadores.


Outro cuidado envolve a prevenção da deriva, quando gotas de defensivos atingem áreas fora da lavoura. Para reduzir esse risco, são recomendados ajustes nos equipamentos, atenção às condições do vento e manutenção de faixas de segurança próximas a apiários e áreas de vegetação.


As orientações também incluem a comunicação antecipada com apicultores localizados em um raio de 3 quilômetros, a escolha de produtos com menor risco para as abelhas e a redução de misturas desnecessárias de defensivos.


“Os resultados desta prolongada pesquisa estão acessíveis em forma de cartilha, produzida pelo SENAR, que traduziu os resultados de pesquisas sobre as interações entre pesticidas e abelhas em materiais de treinamento acessíveis para download. Também disponibilizou um curso online voltado tanto para produtores de soja quanto para apicultores, com o objetivo explícito de alcançar a coexistência harmoniosa de duas atividades, econômica e ecologicamente interdependentes, na mesma paisagem agrícola. Informações adicionais também podem ser obtidas em publicações da Embrapa”, conclui.

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