Protocolo Não Se Cale: conheça o sinal de socorro para mulheres vítimas de violência
Protocolo capacita estabelecimentos para atender mulheres que precisam de ajuda
Agência SP
Um gesto simples, feito com apenas uma mão, pode salvar vidas. Dobrar o polegar na palma e fechar os outros dedos sobre ele é o sinal universal de socorro para mulheres em situação de risco. O gesto foi adotado pelo Protocolo Não se Cale, política do Estado de São Paulo para proteger mulheres contra o assédio e violência em bares, restaurantes, escolas, clínicas e academias.
O sinal com a mão permite que a vítima peça ajuda de forma discreta e silenciosa. Ao identificar o sinal — inspirado no movimento internacional #SignalForHelp —, os funcionários capacitados devem agir imediatamente para acolher a mulher.
O gesto é composto por três passos rápidos:
Mostre a palma da mão aberta, voltada para fora;
Dobre o polegar ao centro;
Feche os outros quatro dedos sobre o polegar, como se o estivesse “aprisionando”.
O Não Se Cale padroniza o atendimento para evitar improvisos. Assim que o funcionário identifica o gesto ou recebe um pedido verbal de ajuda, ele deve retirar a vítima do alcance do agressor imediatamente e levá-la para uma sala reservada e segura. Caso necessário, precisa oferecer acompanhamento até o transporte ou aguardar a chegada da polícia e do socorro médico.
O que muda em um estabelecimento com o Protocolo Não Se Cale:
Funcionários capacitados: equipes passam por curso obrigatório, gratuito e online, com orientações sobre como identificar situações de assédio, acolher a mulher e agir de forma adequada, sem revitimização.
Acolhimento em local seguro: ao identificar ou receber um pedido de ajuda, o estabelecimento deve levar a mulher para um espaço reservado, afastado do agressor e de terceiros, garantindo segurança física e emocional.
Oferta de auxílio prevista em lei: após o acolhimento, a mulher pode escolher entre as alternativas legais de apoio, como acompanhamento até o carro, oferta de outro meio de transporte ou acionamento da polícia.
Identificação visual obrigatória: cartazes do Protocolo devem estar afixados em locais de fácil visualização e nos banheiros femininos, informando direitos, orientações e o gesto de pedido de ajuda.
Reconhecimento oficial: estabelecimentos que cumprem os requisitos recebem o selo “Estabelecimento Amigo da Mulher”, nos níveis bronze, prata ou ouro, indicando o grau de capacitação da equipe.
Registro e responsabilidade: é recomendável manter livro de ocorrências para registrar atendimentos, inclusive em casos de recusa de ajuda, reforçando a transparência e a responsabilidade do estabelecimento.
Atuação preventiva: se funcionários presenciarem situações de assédio ou violência, devem intervir, oferecer ajuda à mulher e informar que aquele comportamento não é tolerado no local.
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