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Projeto mede saúde do solo em lavouras de café

A avaliação classifica os campos em uma escala de C a A

Projeto mede saúde do solo em lavouras de café
Divulgação

Agrolink


A busca por critérios objetivos para comprovar a sustentabilidade do café avança com tecnologias capazes de avaliar a vida presente no solo e acompanhar mudanças no manejo. Segundo Jacques Dieu, especialista em Agricultura Regenerativa, a iniciativa reúne 100 fazendas da Costa Rica em um projeto voltado a demonstrar, de forma científica, que o grão destinado ao consumidor foi produzido em áreas com solo saudável.

A ECOM, uma das maiores traders de café do mundo, selecionou durante dois anos produtores inovadores para adotar práticas regenerativas. Entre as ações aplicadas estão o uso de bioestimulantes, plantas de cobertura e sistemas de sombreamento.

O desafio central era medir se essas práticas estavam, de fato, melhorando a saúde biológica do solo. Para isso, a empresa firmou parceria com a Biome Makers Inc. e passou a utilizar a ferramenta BeCrop®, que reúne informações da microbiota do solo com inteligência artificial e ecológica.

A avaliação classifica os campos em uma escala de C a A e gera certificados digitais com QR code, permitindo rastreabilidade ao longo da cadeia. Com o sistema, os 100 campos de café passaram a ser monitorados por métricas objetivas de biodiversidade, produtividade e carbono.

Os produtores também foram classificados conforme o nível de maturidade no manejo biológico, ampliando a capacidade de comparação e acompanhamento dos resultados. A proposta reforça ainda a transparência entre a propriedade rural e o contrato comercial, ao transformar práticas sustentáveis em dados verificáveis.

A experiência mostra que a medição pode tornar a sustentabilidade mais concreta. Com indicadores, a adoção de práticas regenerativas deixa de ser apenas uma declaração e passa a representar um diferencial competitivo.

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